segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A distância


A distância que desponta
Não aponta
Os apertos que a saudade provoca
No coração que ela sufoca.


Os olhares que perto não se veem
Não traduzem a vontade de te ter
Pertinho de mim, meu bem querer


Os sentidos que não se tocam fisicamente,
Que não se cheiram,
Que não se tateiam,
Deixam traduzir pela mente
O que o coração deveras sente
Sentimentos intensos, ardentes.


Mas a distância,
Essa incongruente via,
Não permite os abraços,
Os beijos, os sorrisos de amor inebriados ...
A distância que teima
E o peito palpita, queima,
Mas não distancia!

Isaías Ehrich

Foto: Kilson Pinheiro

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