quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Distintos doeres

De um, material;
De outro, sentimental.
Distintos, nossos doeres
Se uniram e nos ligaram.
Contradições da vida e seus "quereres"!

Reflexos do espelho do outro
Nossas personas doídas e já quase ocas
Sujeitadas tornaram-se Seres.
Ternura de um, acalento a outro
Ternura do outro, acalento a um,
Sentimentos de cuidado com zelo e mal intento algum.

Nossas dores, nos gritaram fortes
Nossas angústias, beijaram a morte
Mas, hoje, nossas vozes  roucas
Balbuciam sonhos e cantam prazeres
De um porvir
Tão urgente a nos sorrir.

Dorme em nosso colo a esperança
E tem a tez de criança.
Transpirando acalento e paz.
E   o teu ressonar nos traz
A lembrança dos sonhos adormecidos
Que o tempo, em seu bornal fechado, deixou de nós esquecidos.

Nesse contratempo dos nossos não-tempos
Aquietam-se nossas dores.
Nossos bons anseios ganham novos sabores.
Adormecem nossos receios
Pois juntos estudamos meios
Para nos sararmos
E, mais unidos, as mãos nos darmos.
Nossas personas, agora reais
Têm almas boas, sentimentais!

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