sexta-feira, 26 de julho de 2013

Apertos da saudade

O pacato balanço da rede
no alpendre daquele lar
era terno, singelo o deleite
daquele cantinho lá.

Minha avó um café me trazia
cafunés, um colo e a travessia
de tempos de outrora a contar
As peraltices que ela fazia
e as dores da viuvez a chorar.

A guerreira Zefinha singela
dos Pereira do cariri Ceará
trazia força, paz e amor dentro dela
E as agruras da vida ficavam pra lá.

Queria ter um pouco dela
a força a garra e a esperança
a fugacidade e alegrias dos tempos de criança
em tons de vida futura em aquarela.

Vovó Zefinha onde esteja
passa força para seus netos
pois a fragilidade das dores remanescentes
deixa-nos sofridos, amargurados e da vida, muitas vezes, descontentes
Inspira-nos com o seu jeitinho belo
A ter a força da Zefinha sertaneja!

Isaías Ehrich

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