domingo, 9 de dezembro de 2012

Inércia das horas

O tempo para nesse momento agitado!
Os pensamentos procuram acalmar
Os inquietos nervos incomodados
Com a mansidão dos ponteiros a deslizar
Por um relógio-pêndulo na mente
Que de tão pensamentos ansioso estarem
A sensação é a de que o relógio mente.

E as mãos inquietas começam
a enviar sinais torpes para os dedos dançarem
num ritmo dissoluto a estralarem.
E o palpitar do coração, antes dormente
agora, demente...

O corpo reage trêmulo
A cada segundo-hora transcorrido
E aquela marcação em pêndulo
tictacizam  meus neurônios aturdidos
Por um instante que não chega.

A eternidade resolveu aqui descansar!
E essa mesa tomá-la como leito
Na inércia das horas repousar,
Enquanto o coração ansioso a palpitar
Arrebenta de impaciência as fibras do meu peito.

Isaías Ehrich
(09.12.12)

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