quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ENIGMÁTICO

Quando lhe conheci
Logo percebi
que, por trás
daquele semblante calmo, mas
ao mesmo tempo  audaz
Havia um enigmático ser solitário.

Solitário não sei em qual sentido.
Possuía, sim, um jeito comedido,
Sereno e filosófico de olhar
A vida, perceber o outro e cativar.

Esse enigmático ser solitário
Despertou em mim uma curiosidade em conhecê-lo,
em ajudá-lo...
E também uma certa vontade de desvendá-lo.
Aproximei-me e senti uma vibração energética
Amiga e magnética.

Seu olhar, pensativo e profundo,
Hipnotizou-me,
Arrebatou-me,
Fez-me naufragar
Nas ondas revoltas do seu mar.

Uma névoa incandescentemente agreste
Refletida pelos seus olhos em sua claridade celeste
Não me permitiu adentrar
Com mais segurança no seu íntimo, no seu mundo.

Ficamos mudos
A dialogar mentalmente
Tentando nos conhecer: Um a ouvir, outro a falar...
Buscando nos encontrar
Hipnotizados pelas profundezas de um olhar.

Isaías de Oliveira Ehrich (2005)

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