domingo, 3 de junho de 2012

OH TERRINHA BOA! - humor nosso













A seca, os retirantes, o sonho para ir a São Paulo mudar de vida são temas que há muito tempo vêm sendo trabalhados na Literatura brasileira, do popular ao erudito, com autores renomados e desconhecidos, interpenetrando e tangenciando gêneros.
                Ao assistir à peça “Oh terrinha boa!” deparei-me com um texto de linguagem coloquial simples e bem estruturado. Indo do cômico ao dramático, com pinceladas de ironias e verdades contextuais, o texto ganha vida na voz e nas ações de seus personagens, que são caricaturas típicas folclorizadas do Sertão nordestino.
Em resumo, a peça conta a história de um casal sertanejo que moram em uma fazenda (sistema de meeiro) e que, devido á seca, resolvem ir para São Paulo. Lá chegando, percebem que a terrinha boa é a Paraíba!
                Zé do Vale (Jucinério Félix) é um personagem simples – metido a esperto, mas é um sertanejo beiradeio que tem um caso com Nhanhá e com ela tem três filhos. Mantém um perfil pacato, acanhado e submisso durante toda a peça.
                Nhanhá (Karla Cristiane) é um personagem secundário. Comadre de Maria Calado e Zé do Vale, ela tem um caso com seu compadre do qual resultam três descendentes, o último por nome de Zezinho Junior.
                Maria Calado (Ricardo Lacerda) é um personagem complexo. Inicialmente, passa a imagem de uma mulher sofrida e enganada pelo esposo. No desenrolar da trama, ela desvela os seus traços de maldade, o que provoca o humor e a ação do enredo. Além disso, o personagem possui vários monólogos, o que lhe dá mais expressão cênica.
                Comadre Miroxa (apenas falado o seu nome) é uma retirante que, acredita-se ter progredido em São Paulo.
                Jackellynny (cadela) no início da peça, a cadela rouba a cena: ela delimita seu espaço, tem expressão cênica e depois some pelo teatro. Fica até agora a pergunta: por onde anda Jackellynny?
                Vale a pena prestigiar Oh terrinha boa!. Humor sem apelação e boa produção. O público ri, emociona-se, cartaseia-se e ainda traz uma boa mensagem!





































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