quarta-feira, 9 de março de 2011

Às mulheres

Durante todo o ano, várias datas comemorativas são festejadas; umas de maior valor, outras, nem tanto. O dia 30 de abril é dedicado à mulher brasileira, é o dia nacional da mulher. Bela e justa homenagem, embora quase nunca lembrado, pelo menos não tão falado quanto o dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher.
Mas, deixando maiores delongas, quero lembrar grandes nomes de mulheres que alavancaram e abrilhantaram o nome do Brasil (e outros que ainda o fazem), ou ainda que, de certo modo, marcaram a história do nosso lugar, de nosso país. Refiro-me a nomes como os de Anita Garibaldi, Maria Bonita, Rachel de Queiroz, Chiquinha Gonzaga, Elis Regina, Heloísa Helena e tantas outras que, em seu modo de viver, de opinar, de agir e de se expressar fizeram a mulher brasileira ter a marca de heroína, de intelectual e de artista.
Nossa região também possuiu e possui muitos nomes de renome como os supramencionados.
Sousa também não é diferente. Foi e é berço esplêndido de grandes mulheres a exemplo de Ignez Mariz, Petrolina Pordeus, Jardelina (esposa de Chico Pereira), Ildete Queiroga, Madre Aurélia, D. Mariquinha, Socorro Pinto, Ilda Pordeus e Julieta Pordeus. Essa última merece um destaque especial, é um nome que a cidade de Sousa não pode deixar de enaltecer.
A escritora e historiadora Julieta Pordeus Gadelha é uma sousense de fibra, uma nordestina nata que procura sempre registrar, reavivar o nome de sua, ou melhor, de nossa “mátria” aconchegante. Analisa e expressa a sua opinião acerca dos acontecimentos da cidade sorriso. É a criadora do Hino de Sousa, em 1975. No ano posterior, juntamente com Marcílio Mariz, projeta a bandeira de nossa cidade.
Antes que ninguém conte”, ela relatou em 179 páginas a história da terra de Bento Freire, a Sousa dos Dinossauros.  Fala de sua origem, de seus costumes, dos seus representantes, de sua religiosidade, de seus cidadãos, enfim, traça um perfil do que foi a cidade de Sousa até a  década    de 70.
Julieta sempre está atenta aos fatos que acontecem. Não gosta de prestar entrevistas, contudo, expõe o seu ponto de vista em crônicas – muitas delas lidas em programas locais de radio ou escritas na revista sousense “Dimensão”. E por falar em dimensão, a grandiosidade de seu talento e de sua dedicada preocupação em manter a história da cidade do milagre eucarístico, presenteia-nos com a Fundação Tozinho Gadelha, uma serena casa que acolhe a trajetória de vida desse município petrolífero.
Julieta Pordeus Gadelha não é apenas uma simples mulher de nossa cidade. Ela é parte viva de nossa história que descansa no aconchego de sua choupana. Não é um nome que deve ser esquecido pela sociedade sousense, pois ela é um ícone das grandes personalidades dessa terra, é alguém que merece o nosso carinho e atenção, porque Sousa deu a vida a esse símbolo literário e ela marcou (e marca) a história de Sousa.
Isaías de Oliveira Ehrich

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