sábado, 9 de outubro de 2010

AOS QUE SONHAM (Isaías de Oliveira Ehrich)


Dão-me nomes femininos.
Quando concretizado, sou Realidade.
Apelidam-me de Intuição,  Quimera e Utopia.
Estou para habitar em seres grandes e pequeninos.
O mundo corre. Mesmo com a pouca idade,
Já tem miopia.

Os que nele vivem não me enxergam,
Não me sentem
Caminho por aí com a alcunha de Oportunidade.
 Os espertos me agarram
Os parvos não sabem que me tem.
Os mais céticos, afirmam que sou Verdade.

Muitos me aprisionam
Em seus egos, a mim, enclausuram
Mas eu fujo!
Escorrego pelas frestas da altivez
E mesmo ferido ou sujo
Reinterpreto-me e volto mais de uma vez.



Quando sou sutil, pensamento.
Revelo-me quando intenso.
Se atordoado, devaneio.
Quando dormem, ressurjo.
Deles, corpo e mente escamoteio.
Se fico tenso,
Sacudo um corpo e trevareio.



Ah, mas mesmo no maior tormento
Ou na plenitude orgástica da alegria,
O interior de alguém permeio.
Para sobreviver, necessito de alimentos.
Dão-me razão, coragem, esperança, amor, impulso, razão e mais outros recheios.
Mas a Perseverança é que mais me delicia!

De mim, todos precisam para viver.
Não importa como seja o humano ser.
Não me interessa onde me ponham.
Estou disponível naqueles que sonham.

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