domingo, 19 de setembro de 2010

É BOM PRA QUEM?

          Essa  reportagem que vocês lerão na íntegra abaixo é interessante ser repassada, pois mostra que, muitas vezes, as séries, reportagens especiais ou outro quadros jornalísticos são adaptados  para enganar a população em benefício determinados setores. Leiamos!
 

É BOM PRA QUEM?
Carlos Lyrio
(Médico e Diretor do Instituto Roberto Costa - Petrópolis-RJ)



No dia 5 de setembro, domingo, foi veiculado no FANTÁSTICO uma matéria intitulada “É BOM PRA QUE?”. A reportagem começa com a âncora do programa dizendo que a “babosa dos xampus”  pode ser perigosa quando utilizada  “para tratar o câncer”. Na sequência o Dr. Dráuzio Varella faz uma comparação entre a fitoterapia e a quimioterapia no tratamento do câncer entre outras patologias.  O que me chamou a atenção foi a tendência explícita para denegrir a fitoterapia, principalmente como prática popular.
Toda a matéria foi pautada enfocando os perigos da prática fitoterápica, como se os seculares chás das nossas vovós fossem feitiçarias mortais para os pobres coitados moribundos enganados pelos bruxos dos fitoterapeutas. Eu pergunto: você já ouviu falar de alguém que morreu porque tomou boldo?  Você já ouviu falar de alguém que foi parar no CTI porque usou quebra-pedra? Ou ainda, você já ouviu falar de alguém que tomou babosa para tratar o câncer e ficou fraco, careca e quase morreu? Em contrapartida, quantas pessoas que você conhece que depois que começaram a usar radiação e quimioterápicos para tratar o câncer morreram? Quem nunca soube de um caso de alguém  que foi fazer um simples exame de radiografia que usa contraste e foi parar no CTI? Será que o Dr. Dráuzio Varella, porta-voz da verdade de plantão, está realmente preocupado com os chás, ou talvez sua preocupação esteja mais voltada para garantir o mercado da indústria farmacêutica? A Reportagem “É BOM PRA QUE?”  É BOM PRA QUEM?
No dia 02 de janeiro de 2007 o jornal The New York Times publicou uma matéria assinada pelos jornalistas  Gilbert Welch, Lisa Schwartz e Steven Woloshin intitulada epidemic of diagnoses (epidemia de diagnósticos) . O  artigo começa com os jornalistas dizendo  textualmente que “ a maior ameaça a saúde apresentada pela medicina americana é o fato de cada vez mais estar afundando não numa epidemia de doenças, mas sim numa epidemia de diagnósticos”. Eles mostram que tal epidemia tem  graves e nocivos desdobramentos. O primeiro é o que eles  chamam de medicalização da vida cotidiana. Na matéria  dizem que “a  maioria de nós passa por sensações físicas ou psicológicas desagradáveis que, no passado, eram consideradas como parte da vida. Se uma criança tossir depois de fazer exercícios, ela tem asma. Se tiver problemas com leitura, é disléxica. Se estiver infeliz, tem depressão. Se alternar entre euforia e tristeza, tem distúrbio bipolar.”. O segundo desdobramento é o que eles consideraram como uma tendência de descobrir doenças o quanto antes. Os jornalistas afirmam que “diagnósticos que eram usualmente restritos a moléstias graves, hoje são diagnosticados  em pessoas que absolutamente não apresentam sintomas, os famosos grupos de risco e as pessoas com predisposição. Isso se dá graças a avançada tecnologia que torna possível  qualquer diagnóstico em qualquer pessoa: artrite em pessoas sem dores nas juntas, úlcera em pessoas sem dores no estômago e câncer de próstata em milhões de pessoas que, não fosse pelos exames, viveriam da mesma forma e sem serem consideradas pacientes com câncer”.
O principal desdobramento da epidemia de diagnósticos, é o que os jornalistas intitulam de epidemia de tratamentos. Aqui eles mostram que “nem todos os tratamentos têm reais benefícios, mas quase todos podem ter reais prejuízos”. Finalizando o artigo os autores revelam que por trás  da epidemia de diagnósticos  existe um grande interesse , pois “ mais diagnósticos significa mais dinheiro para a indústria farmacêutica, planos de saúde, hospitais, e médicos”.
A Fitoterapia segundo uma  publicação de 2006 do Ministério da Saúde assinada pelo atual Ministro da Saúde José Gomes Temporão  e pelo então Secretário  de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde Moisés Goldbaun intitulada  Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS mostra que “o uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos,produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças.Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário de seus países membros, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas.
Parece que o Dr. Drauzio Varella e sua equipe fantástica da telinha estão na contramão da realidade.   Nos Estados Unidos, berço da indústria farmacêutica ,  a tendência do povo é tratar SIM o câncer com babosa e aqui no Brasil as autoridades também estão acenando no mesmo sentido. O pior é que na reportagem ainda tentaram denegrir a imagem da Igreja Católica, que tem uma participação expressiva e legítima na prática popular da saúde em regiões longínquas  desse nosso país continental,  onde não existe tecnologia e muito menos tecnólogos da saúde, onde só as plantas fazem a diferença, graças a Deus!
É BOM PRA QUEM? Vou deixar a resposta para o Médico Britânico, o Dr. Vermon Coleman, autor , entre outros, do Bestseller Bodypower (O poder do corpo): “A prática da medicina é um grande negócio. Milhares de empresas têm interesse documentado na sua doença”. Por isso é que querem que você fique com medo da Babosa. É FAN-TÁS-TI-CO!

sábado, 4 de setembro de 2010

O NATURAL E MITOLÓGICO SER CORUJA

O termo coruja é a designação comum às aves estrigiformes (uma ordem de aves que inclui aves de rapina noturnas). São caçadoras eficientes, usando, sobretudo seus olhos extremamente aguçados e movimentos rápidos. Além disso, são extremamente atentas ao ambiente. Tais aves possuem hábitos crepusculares e noturnos e voo silencioso devido à estrutura das penas, alimentando-se de pequenos mamíferos (principalmente de roedores), insetos e aranhas (por isso, são tidas como animais de purificação de ambientes!). Engolem suas refeições por inteiro, para depois vomitarem pelotas com pêlos e fragmentos de ossos. Moram em ninhos que ficam em cima de árvores. Na região amazônica, algumas espécies também são chamadas de murutucu.
A superstição popular diz que adivinham a morte com o seu piar e esvoaçar. Julgava-se também que essas aves gostam de azeite por visitarem as igrejas durante a noite, onde existiam lamparinas de azeite acesas. Na realidade, elas procuravam os insetos atraídos pela luz das lamparinas.
Os filhotes de corujas podem ser vítimas de outros predadores como o gavião.

O período da reprodução dependente da espécie. A prole é entre cinco ovos por gestação. Depois da eclosão, o macho cuida dos filhotes por dois meses até que estes aprendam a se defender.

Uma das características marcantes da coruja é o fato da mesma fazer o seu ninho no solo, no local de muitas relvas baixas, próximo a árvores. Cavam no chão verticalmente até certo ponto, e depois prosseguem horizontalmente até o ponto definido para colocar o ninho livre de predadores.


O macho fica de sentinela na árvore, cuidando do ninho, principalmente durante o dia. Na presença de um possível invasor, os filhotes podem imitar sons de serpentes (sibilar) fazendo o agressor desistir do ataque.

As corujas podem girar a cabeça 360º. São conhecidas como o símbolo da sabedoria e da inteligência.



A Coruja na Mitologia





As aves, por serem consideradas os seres mais próximos dos deuses, foram, conforme suas características e atribuições, associadas a eles. A soberana águia acompanhava o poderoso Zeus, o imponente pavão, sua consorte e protetora dos amores legítimos: a deusa Hera. À atenta coruja coube a companhia da sábia Athena.

Vemos a imagem da coruja, símbolo de uma vigilância constantemente alerta, nas mais antigas moedas atenienses. A coruja, em grego gláuks “brilhante, cintilante”, enxerga nas trevas. Um dos epítetos de Athena é “a de olhos gláucos” (esverdeados).
Em latim é Noctua, “ave da noite”. Noturna, relacionada com a lua, a coruja incorpora o oposto solar. Observem que Atena é irmã de Apollo (Sol).

É símbolo da reflexão, do conhecimento racional aliado ao intuitivo que permite dominar as trevas. Apesar de haver uma forte associação desta ave à escuridão e a sentimentos tenebrosos, o que é natural a um ser noturno, o fato de ela ter sido (devido a suas específicas características) atribuída à deusa Athena também a tornou símbolo do conhecimento e da sabedoria para muitos povos.

A coruja é uma excelente conhecedora dos segredos da noite. Enquanto os homens dormem, ela fica acordada, de olhos arregalados, banhada pelos raios da sua inspiradora Lua. Vigiando os cemitérios ou atenta aos cochichos no breu, essa embaixadora das trevas sabe tudo o que se passa, tendo-se tornado em muitas culturas uma profunda e poderosa conhecedora do oculto.

Havia uma antiga tradição segundo a qual quem como carne de coruja participa de seus poderes divinatórios, de seus dons de previsão e presciência. A coruja tornou-se assim atributo tradicional dos mânteis, daqueles que praticam a mântica, a arte do divinatio, da adivinhação, simbolizando-lhes o dom da clarividência.

Isis - na mitologia egípcia, a coruja tamém era a forma animal da deusa.


Eis a ave da deusa da Sabedoria e da Justiça: atenta coruja, cujo pescoço gira 360º, possuidora de olhos luminosos que, como Zeus, enxergam “O todo”. Devido a todos esses atributos, a Coruja simboliza também a Filosofia, os Professores e nossa proposta de Conhecimentos Sem Fronteiras: integrar todas as formas de conhecimento com o olhar para O Todo.

Na introdução de sua obra Filosofia do Direito, o Filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1830), escreve o seguinte.

Quando a filosofia pinta cinza sobre o grisalho,

uma forma de vida já envelheceu e, com o cinza

sobre cinza não se pode rejuvenescer, apenas reconhecer;

A coruja de Minerva alça seu vôo

somente com o início do crepúsculo.



Nascimento de Palas Athena (Minerva)

Simbolo da Justiça - Athena 




Narra o mito que a Sabedoria e a Justiça, personificadas pela deusa grega Athena, é fruto de Métis (a astúcia, a inteligência) com o poderoso Zeus, ordenador do Cosmos.

Após ter sido proferido pelo oráculo que, se Zeus tivesse uma filha, ela se tornaria ainda mais poderosa que ele, Zeus tratou de engolir Métis para impedir o nascimento. Assim, Athena é gerada na cabeça do soberano do Olimpo (por isso, a deusa é associada ao lógos).

Findado o período de gestação, o supremo deus começou a sentir terríveis dores de cabeça, pois enquanto a Justiça não nasce, elas são inevitáveis.
Desesperado e no limite, Zeus ordena ao ferreiro divino Hefestos (Vulcano) que lhe abra a cabeça. Mesmo a contragosto, com técnica e precisão, desferra-lhe o machado de ouro certeiro e todos se surpreendem ao verem surgir, imponente e armada, pronta para a guerra, a deusa Palas Athena.

Palas significa "a donzela", pois a poderosa filha pede ao pai para manter-se sempre virgem e, desta forma, impor-se com a autoridade de quem não se deixa seduzir ou corromper.


Sua principal característica física é o porte altivo. Invocando a proteção de Athena sobre todo e qualquer embate, tem-se a vitória como certa, uma vez que Palas Athena é sempre acompanhada por Niké (a vitória).



Com a espada de ouro em punho ou lança resplandescente (numa imagem mais arcáica), que fora presente do deus da techné Hefestos, Athena já nasce fortemente armada, pronta para a guerra. Mas o combate da deusa grega é diferente da guerra do bélico deus Ares.

Na mitologia grega, Ares, é o cruel deus da guerra, da carnificina. Individualista, não titubeia em impor sua caprichosa vontade a quem quer que seja. Enaltecido pelos Romanos, impulsivo, Ares é um deus de caráter epimetéico: primeiro age, depois pensa.

Pensar é atividade da mente, do elemento Ar (signo Libra), este sim, distingue os homens das bestas. Daí a prudente razoabilidade de Athena ser tão necessária à manutenção da ordem (Cosmos) e à evolução do espírito humano.

De gosto pelo desafio da conquista, Ares é acompanhado de Éris (a Discórdia), que com seu archote em chamas acende o furor no coração dos soldados e seus filhos, Deimos (terror) e Phóbos (medo), também servidores fiéis desse funesto deus.

O espetáculo hediondo da carnificina causa horror à deusa Athena. Os gregos sempre preferiram à sábia, justa guerreira Palas Athena, filha da razão do soberano do Olimpo. Athena é também patrona da guerra, mas trata-se do combate feito com inteligência e astúcia, motivado por um ideal honroso, guerra somente enquanto último recurso, quando se torna insuficiente a lúcida resolução diplomática e pacífica de qualquer polêmica. Uma batalha também pode ser encarada como última e importante argumentação na defesa da justiça quando todas as outras falharam.



Sempre às turras com seu inimigo Ares, pois nem sempre se encontram do mesmo lado na batalha, Palas (a donzela) será a única mulher a imiscuir-se aos homens, sendo sempre respeitada por eles. Antes do começo da batalha, eles sentem sua presença inspiradora e com isso anseiam mostrar seu heroísmo. “Sacudindo a terrível égide, a deusa brada e corre veloz entre as fileiras convocadas à batalha. Um momento atrás, esses homens haviam aplaudido com júbilo a idéia de voltar para sua pátria; agora a esquecem por completo: o espírito da deusa faz agitar todos os corações com ardor bélico”.

Renomados heróis como Tideu, Hércules, Ulisses e Aquiles dobram-se aos seus sábios conselhos.

Quanto ao herói Tideu, Athena foi sua fiel companheira de batalha, até quis torná-lo imortal. Aproximou-se do herói ferido de morte trazendo na mão a bebida da imortalidade. Mas ele estava a ponto de fender violentamente o crânio do adversário morto para sugar-lhe o cérebro. Horrorizada, a deusa retrocedeu e o protegido para quem ela cogitava o mais elevado destino mergulhou na morte comum, pois tinha desonrado a si mesmo.

“Athena seria mulher porque os orgulhosos heróis que se deixaram conduzir por ela não se submeteriam tão facilmente a um varão, mesmo que fosse um deus”.

Quando em fúria cega Aquiles está prestes a liquidar Agamêmnon, Athena toca seu ombro e o aconselha a dominar-se, contentando-se em ofender o Atrida somente com palavras. O herói prontamente guarda a espada já desembainhada.

Refletindo sobre a máxima de Heráclito: “A Guerra é Pai de todas as coisas”, é pela espada de Athena que se impõe a Justiça.

Athena carrega, no peitoral de sua armadura a cabeça de Medusa, a rainha das Górgonas.

As Górgonas são três irmãs (Medusa, a dominadora; Euríale, a errante e Esteno, a violenta) que simbolizam os inimigos interiores que temos de evitar. São deformações monstruosas da psique nascidas do desvirtuar de três pulsões humanas: sociabilidade (Esteno), sexualidade (Euríale) e espiritualidade (Medusa). Como a perversão espiritual prevalece sobre as outras, Medusa é conhecida como rainha das Górgonas.

A perversão da pulsão espiritual, por excelência, é a vaidade (imaginação exaltada em relação a si mesma) que é simbolizada pela serpente. Em Medusa, inúmeras serpentes coroam sua cabeça.

No frontispício do templo de Apollo (irmão de Athena), deus da harmonia, lêem-se as palavras que resumem toda a verdade oculta dos mitos: “conhece-te a ti mesmo”. A única condição do conhecimento de si mesmo é a confissão das intenções ocultas, que, por serem culpáveis, são habitualmente maquiadas pela vaidade (por uma justiça falsa, pois sem mérito, infundada). A inscrição reveladora significa, portanto: desmascara tua falsa razão, ou, o que dá no mesmo, aniquila tua vaidade. Faz-se necessário a clarividência em relação a si mesmo, o inverso do ofuscamento vaidoso e petrificante.

Ver Medusa significa: reconhecer a vaidade culposa, perceber a nu suas falsas razões, suas intenções ocultas, o que ninguém consegue confessar a si mesmo, da qual ninguém suporta a visão.

A cabeça da Medusa foi presente do herói Perseu, a quem a deusa Athena auxiliou em combate emprestando-o seu escudo, para que não a encarasse de frente e ficasse estagnado. O escudo reluzente de Athena, ao refletir a imagem verídica das coisas e dos seres, permite conhecer a si mesmo: é o espelho da verdade. Neste escudo, o homem se vê tal como é, e não como gosta de imaginar ser.

Athena é a deusa da combatividade espiritual (as três manifestações da elevação espiritual são a verdade, a beleza e a bondade). A sapiência, o amor pela verdade é a condição para ascender ao conhecimento de si e, em conseqüência, para adentrar na harmonia (Apollo).

Athena é a patronesse das Universidades


Para derrotar a Medusa, foi necessário que o herói a surpreendesse enquanto dormia pois o homem somente é lúcido e apto ao combate espiritual quando a exaltação de sua vaidade não está desperta. Arma muito cobiçada, mesmo morta, a cabeça da Medusa continuou mantendo seu poder de petrificar quem a encarasse de frente.

Contra a culpabilidade advinda da exaltação vaidosa dos desejos, não há senão um único meio de salvaguarda: realizar a justa medida, a harmonia.


      A deusa, símbolo da combatividade que inspira o amor à verdade, convida os mortais a reconhecerem-se em Medusa, incitando-os à luta contra a mentira essencial, a mentira subconscientemente desejada, o recalcamento, as falsas razões. A cabeça cortada prova que a Medusa não é invencível.

Antes de merecer o apoio de Athena, todo mortal deve encarar o símbolo da decadência espiritual (a vaidade). Somente assim têm-se certeza de que sua reivindicação não oculta outra intenção, ou seja, não é capricho, teimosia. Ante a imagem da Medusa, quem busca a deusa clamando por justiça tem somente duas possibilidades: contar com sua proteção (vitória certa), se já passou pela prova da Medusa, ou imobilizar-se no pânico e petrificar-se.
          Atualmente, diz-se que a coruja está associada à transmutação e é a mediadora entre os humanos e os seres de outras galáxias (E.T.). Segundo relatos, antes de processos de abdução, é comum aparecer uma coruja ao humano a ser abduzido. A coruja, com o seu olhar, ipnotiza-o para que a abdução seja menos dolorosa. A ave fica observando a casa para que tudo ocorra normalmente entre ET e abduzidos.
         Algumas tribos indígenas brasileiras, principalmente os Cariris, acreditavam que essa ave de rapina era um deus disfarçado de animal. Para eles, se a ave ficasse parada observando um humano, mesmo ela sabendo que também está sendo observada por ele, o indígena seria respeitado pela tribo, pois teria sido escolhido pela Coruja para guardar a tribo e seus segredos.