quarta-feira, 18 de agosto de 2010

LUZ DO ENSINO

DE UMA VÃ MENTE
OS CONHECIMENTOS, COMO SEMENTES
BROTAM.
ATRAVÉS DA ESCRITA,
SINAIS DE LUZ, DO PAPEL AFLORAM.
OS MESMOS QUE, DA BOCA, INSTITIVAMENTE,
BRILHANTINCESSANTEMENTE
TRANSBORDAM...
DEIXANDO ESSA ANTIGA VÃ MENTE
COM UM NVO MUNDO:
O DA ESCRITA E  O DA LEITURA;
O DA CIÊNCIA E O DA SAPIÊNCIA.
UNIDOSE INSTIGADOS
EM COMUNHÃO
IRMANADOS
À LIBERTAÇÃO
DE UM ENSINO
SOCIALISTICAMENTE
LIBERTÁRIO,
SOLIDÁRIO
E DIFERENTE.

Comunicação dos Sentidos


Para se comunicar,
Basta apenas a diáfana sintonia 
Transmitida pela energia
De um olhar:
Profunda terna magia
Que tem o poder e a alegria
De criaturas encantar.

Para comunicar,
Um sorriso sincero, apenas, é capaz
De balbuciar
Palavras bêbadas e trêmulas de emoção,
Que revelam
A ansiedade e a paz
Dos pensamentos apaixonados
Que, de tão mudos, falam
E, de tão presos ao coração,
Fogem desesperados,
Para se encontrar...

Para comunicar:
Um abraço apertado
Que acelere as batidas do coração,
Um toque leve e carinhoso,
Um cheiro no pescoço,
Um aperto de mão,
Uma carícia tátil
Que revele a hora de amar
E que mostre como é frágil
Um ser apaixonado...

Para comunicar:
Olhar,
                       Envolver,
                                                Ouvir,
Abraçar,
                                                                                              Cheirar,
                                                                                                Viver,
                        Sorrir,
Amar!

domingo, 8 de agosto de 2010

Serena menina-moça

Serena menina-moça de profundo olhar
que o tempo amargo doce te faz
pura como a lágrima e singela como um sorriso
és reflexo de amores a amar
que o tempo de andanças por aí te traz
 repentinamente como um bravo corisco
teu olhos o oceano vem acariciar.

És Laurita, sertaneja de um lugar
 que te fez meigamente forte
para amigos, conhecidos e inimigos alegrar.

Isaías Ehrich 

APRESENTANDO-ME

Não sou muito de falar de mim mesmo. Por isso, pedi que algumas pessoas escrevessem algo sobre mim e elas toparam: Camões afirmou que eu deveria solicitar informações a Caminha, pois ele saberia fazer uma cartaa com mais habilidade e com mais riquezas de detalhes. Padre Anchieta quis catequizar-me e me fez um relato em Latim. Resolvi, então saber a opinião de Gregório, ele, com a sua boca infernal e a sua pena instigantemente voraz, retrucou, mas escreveu-me desaforos poéticos. Cláudio Manuel estava muito ocupado e pediu que eu falasse com outra pessoa. Indicou-me Álvares de Azevedo. Este estava tão envolvido em seus sentimenbtos que não tinha tempo, porém convidou-me para ir com ele até uma taverna onde poderia encontrar algum amigo que realizasse tal ação. Embriagado, não pode me indicar ninguém. Saí pelas ruas e encontrei Alencar, o qual rabiscou algumas coisas. Disse-me que tinha idéias socialistas e libertárias demais, por isso, solicitou o auxílio de Castro Alves. Passou-se o tempo e nada concluído. Resolvi pedir ajuda a Machado de Assis, que rapidamente se prontificou a escrever o meu perfil. Contudo, analisando com mais veemência, comparou-me a um Alienista que tinha um instito não puro, uma vez que havia namorado Capitu na adolescência. Antes de morar num Cortiço. Após isso, decepcionado, resolvi viajar ao exterior, já que o país estava em pé de guerra, conforme me relatou Euclides da Cunha.Retornei para auxiliar uns colegas que estavam bolando uma Semana de Artes, no Brasil.Mas eles não quiseram escrever meu perfil, disseram-me que era algo ultrapassado. Triste,já pensava em escrever, eu mesmo, o meu perfil. Para relaxar, fui assistir a um espetáculo teatral que uma amiga,Dora, estava participando. Lá ela me disse que sua amicíssima Raquel faria isso com o maior prazer. Chegando a Quixadá, Rachel preparou-me deliciosas guloseimas, conversou bastante comigo e fomos a uma reuinião partidária, enquanto ela relatava-me o assunto do seu novo livro: Caminhos de Pedras. Com um bom material escrito, ela pediu que eu o levasse para Cecília analisá-lo.Clarisse também pediu para analisá-lo, porém deixou-me mais confuso que G.H. Foi aí que lembrei-me de Drummond. Ele, com a sua maestria chamou Vinícius e Jobim os quais saíram para ver o que concluíam. Beberam um pouco no Leblon e nada fizeram.


Por isso, caros amigos, entendam o motivo de não ter nada demais sobre mim escrito no meu perfil.